Artigo: Dinheiro, cartão ou...Rui Rosado*
São Paulo, 04 de fevereiro de 2009 – É notório que o número de usuários de cartões de crédito e débito, bem como as transações comerciais com esses meios de pagamento, popularmente chamados “dinheiro de plástico”, tem crescido no País. Em paralelo, também se multiplicam as operações pela Internet. Calcula-se que todas essas formas de operações no Brasil expandam-se anualmente a taxas superiores a 10%, exceto o cheque. Essas novas e crescentes tendências estão alinhadas, obviamente, ao incremento tecnológico do sistema financeiro. No Brasil, contudo, há outra específica relação de causa-efeito: a questão referente à segurança física dos usuários. Sem entrar na discussão sobre esse polêmico segundo tópico, o primeiro aspecto – o desenvolvimento tecnológico – também tem seus desconfortos. O comércio é taxado quando aceita despesas pagas por qualquer tipo de cartão, seja de débito ou crédito. A diversidade de redes e equipamentos para suportar a variedade de documentos de pagamentos eletrônicos exige, ainda, adequada infraestrutura, em geral implementada pelo sistema financeiro, para suportar as operações. Sem contar a imprevisibilidade dos volumes de negócios realizados. Se, por um lado, o comportamento do consumidor é previsível ao longo do ano, nunca se sabe, ao certo, a hora exata em que ele fará a operação eletrônica, uma compra ou um saque de dinheiro, pois isso sofre a influência de uma série de variáveis, que engloba, por incrível que pareça, desde as condições climáticas até o trânsito. Entretanto, há outros participantes nesse emaranhado crescente do uso do cartão de débito ou crédito, ou ainda da internet, para as transações financeiras eletrônicas. Dentre eles, estão as empresas de telecom, integradores e provedores de segurança na rede. O foco de todos esses players, incluindo o comércio e as financeiras, é ampliar ainda mais o sistema, criar conveniência ao usuário, estabelecer um relacionamento mais pessoal, processar mais rapidamente as transações, dar mais autenticidade aos pagamentos e reduzir os custos para todos os usuários: comércio, bancos, pessoas físicas e jurídicas. Apesar de toda a revolução nas formas de pagamento, há muito ainda por vir. A que distância, por exemplo, você se encontra agora do seu talão de cheques? Onde estão seus cartões? Quanto dinheiro tem no bolso? E a pergunta chave: Onde está seu celular? Seguramente por perto. Provavelmente, daqui a algumas décadas ninguém irá lembrar-se de como se fazia operação financeira sem um celular, do mesmo modo que, hoje, sequer conseguiríamos supor como foi possível, um dia, trabalhar sem computadores e escritórios informatizados. Nessa conjunção de fatores, a receita para o sucesso de quem oferece o serviço está na procura pela inovação, acompanhamento das mudanças de comportamento dos clientes, investimento em arquitetura de suporte e flexibilidade das operações em busca de um modelo com mais opções operacionais. Sairá perdendo nessa história quem atuar isoladamente, oferecer serviços sem conhecimento do impacto nos negócios, montar sistemas restritos, sem flexibilização e dificuldade de escala. No entanto, há soluções no mercado capazes de tornar essas operações – principalmente as de pagamento – ágeis e de boa aceitação de seus usuários. Basicamente, plataformas robustas podem garantir integridade às operações. Além disso, aquelas que utilizam o Business Intelligence (BI), capaz de armazenar dados das operações dos usuários para que possa lançar mão das informações para tomadas de decisão, saem na frente nesse negócio cada vez mais promissor. Por fim, tudo o que se faz nessa prática deve ser voltado a beneficiar a pessoa física. Conforto e segurança devem ser perseguidos, mantendo-se, simultaneamente, os esforços para a redução dos custos operacionais. Porém, esse mercado pertencerá a quem procurar antecipar-se, criando mecanismos estruturados para acomodar as novas demandas com foco na satisfação do usuário final, seguindo premissas já relatadas. Sem a consideração de todas essas premissas, qualquer iniciativa na área será a crônica de uma morte anunciada. * Rui Rosado é diretor Comercial de serviços de Outsourcing da Unisys Brasil Sobre a Unisys A Unisys é uma empresa mundial de Tecnologia da Informação. Seu portfólio abrange serviços de TI, software e tecnologia que solucionam desafios dos clientes, bem como colaboram com a segurança de suas operações, aumentam a eficiência e utilização de seus data centers, melhoram o suporte aos seus funcionários e usuários finais, e modernizam suas aplicações corporativas. Para prover estes serviços e soluções, a Unisys reúne ofertas e competências em outsourcing, integração de sistemas e serviços de consultoria, de infraestrutura, de manutenção, e tecnologia de última geração de servidores. Com mais de 28 mil colaboradores, a Unisys atende organizações privadas e públicas ao redor do mundo. Para mais informações, visite www.unisys.com.br
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